quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Pra segui em frente é preciso ir embora?

É engraçada a maneira de como traçamos o roteiro das nossas vidas. Eu, com a minha vida de Mapleise, sempre procuro ser esfuziante, fabulosa e livre.
Vendo a 6ª temporada do seriado americano Sex and the City, no episódio “Depois daquele Post It”, o qual Carrie Bradshaw leva uma fora de um namorado através de uma papel de recado ou post it, pude ver como terminar uma relação é sempre complicada.
Mas vamos nós! Vou pedir ajuda ao público masculino? Qual a melhor forma de terminar uma relação? Mandar recado ao porteiro? Por e-mail? Por telefone? Ou por mensagem de celular?
No seriado, Carrie recebeu o seguinte recado:
I’m sorry.
I can’t.
Don’t hate-me.
Ou,
Desculpe, mas não posso. Não me odeie.
A protagonista da série disse com todas as palavras o que eu pensei. Terminar por telefone é grosseiro, mas terminar através de um post it é irritante.
Carrie afirma que tudo tem uma razão de ser. Geralmente quem diz isso são mulheres recuperando-se de uma separação. Os homens conseguem terminar uma relação sem nenhum adeus, mas as mulheres têm que se casar ou aprender uma lição.
Carrie faz o seguinte questionamento: Por que temos tanta pressa em passar de confusão a Confúcio? Queremos uma lição para diminuir a dor?
Enquanto ela aceitava o fato de que a vida foi por água abaixo, percebeu que nem altos e nem baixos fariam daquele dia outra coisa que não fosse o dia do rompimento do post it.
E não fugindo da vida real, no ano de “1914”, recebi a seguinte mensagem: “Fulana, to no trabalho. Não to bem e preciso de um tempo para mim. To refletindo sobre muitas coisas. Depois eu te ligo.”
Sutil não?
Porra nenhuma! Irritante também.
Atitude exclusiva de homens medíocres. Medíocres porque não conseguem dialogar. E juro que fiquei decepcionada com uma atitude tão grotesca. E o “dia do meu rompimento” foi no dia 31 de dezembro.
O Pavão, apelido carinhoso que dei para o ex, deve achar que vou ficar guardada numa caixinha esperando a boa vontade do Pavão voltar. Mas o bom do “tempo” é que não houve validade. Então, desde o momento em que recebi o recadinho, já me considerei livre, leve e totalmente solta.

Um comentário:

Ivane disse...

Há situações e SITUAÇÕES... o ser humano é a coisa mais exdruxula que a gente já viu, e tem esses defeitos abomináveis.
Mas a nossa maior sorte grande, foi ter ganhado Dele, o poder do esquecimento e da reconstrução, ou melhor, da reconstituição..., ou para deixar mais entendido: sabemos nos transformar em fênix!!